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Magia do amor

  • Foto do escritor: Gelson Celistre
    Gelson Celistre
  • há 1 minuto
  • 4 min de leitura

A sociedade coloca o amor romântico num pedestal, como se fosse a principal fonte de felicidade e realização. Filmes, músicas, redes sociais… tudo reforça a ideia de que encontrar “a pessoa certa” resolve a vida. Só que, na prática, isso cria expectativas irreais: relações sempre intensas, sem conflitos, com conexão perfeita o tempo todo. E quando a realidade aparece — rotina, diferenças, desgaste — muita gente acha que “o amor acabou”, quando na verdade ele só deixou de ser idealizado.


Outro ponto é que o amor virou quase uma obrigação. Parece que estar sozinho é sinônimo de fracasso, quando na verdade muita gente poderia viver melhor desenvolvendo autonomia, propósito e equilíbrio emocional antes de entrar numa relação. Além disso, existe uma certa confusão entre amor e necessidade. Carência, dependência emocional e até apego acabam sendo romantizados. Isso faz com que relações pouco saudáveis sejam mantidas em nome de um “amor” que, no fundo, não constrói — só prende.

No fim, talvez o problema não seja o amor em si, mas o peso que colocaram sobre ele. Amor não deveria ser a solução da vida, e sim uma parte dela. Quando ele deixa de ser visto como algo que complementa — e não completa —, as relações tendem a ficar mais leves, reais e, curiosamente, mais verdadeiras. Essa busca desesperada do parceiro ideal, do grande amor, acompanha desde sempre a nossa sociedade e quando alguém encontra esse parceiro, mas ele já tem compromisso com outra pessoa, é aí que a magia do amor entra em cena.

Simpatias, rituais, encantamentos, feitiços de afastamento de rival, de amarração amorosa, tudo é válido em nome do amor. E essas magias muitas vezes funcionam, já nos deparamos com inúmeros casos em que um casal está junto devido a magia de amarração e também já vimos outros tantos casos de casais que foram separados por magia. Recentemente atendemos uma cliente que está com sua vida afetiva zerada já por muito tempo, conforme palavras dela mesma, e que nos solicitou uma consulta de divórcio energético entre ela e seu primeiro namorado, que segundo nos disse, não a esquece e ela pensando sobre sua vida amorosa teve a intuição de nos pedir essa consulta. Ela relata também que não tem sorte na vida amorosa.

Para contextualizar, nossa cliente está na casa dos 50 anos e esse seu primeiro namorado foi quando ela tinha uns 18 anos, namoraram por alguns anos, e interessante, ela não gostava dele, foram colegas de trabalho, ele era um cara legal e tal, mas ela só o via como amigo. Um dia ela chegou em casa e ele estava lá lhe esperando com um buquê de flores e começaram a namorar, mesmo sem ela gostar dele como homem.

É, nossa cliente foi vítima da magia do amor. O buquê que o rapaz levou estava enfeitiçado e ao longo do tempo que namoraram ele reforçou várias vezes esse feitiço. Um feitiço simples de amarração em que usaram dois bonecos que amarram juntos. O terreiro no qual fizeram essa magia de amarração nem existe mais na dimensão física, mas em seu tempo de atividade devia movimentar muita energia porque no astral ainda havia cerca de 10.000 espíritos vinculados a ele. Nós desmanchamos o feitiço de amarração que o rapaz fez e encaminhamos esses espíritos.

Mas a história não acaba aí. Descobrimos que numa vida passada antiga, há cerca de 4.000 anos na Europa Oriental, nossa cliente já foi esposa desse rapaz que foi o seu primeiro namorado na vida atual. Porém, nessa vida passada quando ela se enamorou pelo jovem ele já estava comprometido com uma outra moça e nossa cliente apelou para a magia do amor, fez um feitiço para o separar da jovem e para se casar com ele, e deu certo, ele cancelou o compromisso com a outra moça e se casou com nossa cliente.

A outra moça não gostou nem um pouco de ser passada para trás e contra-atacou com um feitiço também. Mas não fez feitiço para separar o casal, fez para que a mulher que casou com seu ex-noivo nunca fosse feliz no casamento, e esse feitiço também funcionou. Desde que oficializaram o casamento nossa cliente passou a ter pavor do marido, sentia nojo mesmo, e foi infeliz o resto da vida. Mas ainda tem mais.

Para separar o rapaz da noiva e ele se casar com ela, além da oferenda inicial que fez para uma entidade cultuada à época, nossa cliente prometeu que anualmente faria oferendas para aquela entidade, só que ela não cumpriu o prometido e, apesar de atualmente essa entidade estar encarnada, estava desdobrada nessa frequência de vida passada que estava aberta porque a moça que foi passada para trás está desencarnada e estava sintonizada nessa frequência, odiando nossa cliente e enviando energias para que ela não seja feliz no casamento e mantendo ainda nossa cliente sintonizada nessa frequência onde também era cobrada pela entidade pelo não cumprimento do acordo de fazer as oferendas anualmente.

Pois é, para quem imagina que um divórcio energético se resume a proferir algumas palavras como se fosse um juiz de paz, saiba que separar um casal energeticamente envolve muito mais. Além do feitiço de amarração que o rapaz fez na vida atual, tivemos que desmanchar o feitiço de amarração que a própria cliente fez nessa vida passada, que ainda estava ativo, tivemos que obliviar e desconectar da frequência a entidade a quem ela ficou devendo, tivemos também que obliviar e encaminhar para reencarnação a moça que foi passada para trás por nossa cliente e desmanchar o feitiço que essa moça fez para que nossa cliente não fosse feliz no casamento, o que influenciou na vida amorosa dela desde que ela namorou esse rapaz. Após toda a limpeza dessas magias e energias, procedemos aos cortes dos fios energéticos que conectavam nossa cliente e esse seu primeiro namorado, não só os que se formaram na vida atual, mas os dessas vidas passadas também.


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