• Gelson Celistre

Depressão e pensamentos suicidas - 2ª consulta

Após a primeira consulta que foi há cerca de três semanas a jovem ficou muito bem, parou de ouvir vozes e estava levando sua vida normalmente quando começou a sentir uma angústia muito forte, uma tristeza, estava com crises de choro, e fizemos um atendimento emergencial. Este tipo de situação é bom para as pessoas verem como existem situações complexas que não tem como serem resolvidas numa única consulta. Muitas vezes tratamos uma camada energética que envolve a pessoa e outras tantas surgem, às vezes mais complexas do que a camada que havia sido limpa, como foi este caso.

Havia dezenove espíritos junto da jovem, todos de suicidas, que chegaram a fazer uma fila para se encostar nela. Um chegava e se encostava, passava toda sua tristeza e angústia para ela, se aliviava um pouco, depois se afastava e o próximo da fila vinha e fazia o mesmo. Conversei com o espírito de uma moça que estava perto dela, muito triste, disse que a vida não tem sentido, que nada presta e que tudo que ela faz é errado. Esse espírito cometeu suicídio com ingestão de remédios. Efetuamos o resgate desse espírito e dos demais 18 que estavam na fila aguardando sua vez de se encostar na jovem e fomos procurar de onde estavam vindo e qual a ligação deles com a nossa jovem consulente.

Esses espíritos estavam num dos muitos vales de suicidas que existem na dimensão astral, um vale onde havia mais de 10.000 espíritos, todos que estavam em profunda depressão, sentindo muita tristeza, e cometerem suicídio. Esses espíritos acabam se aglomerando no astral nesses vales por afinidade energética, por conta do peso e modulação de seu corpo astral acabam sendo puxados para determinadas regiões na dimensão astral, locais em que ficam por séculos ou milênios até.

Descobrimos que a jovem que atendemos cometeu suicídio numa vida passada, no início dos anos 1900, por ingestão de medicamentos. Ela tinha então 15 anos de idade, foi seduzida por um rapaz de 25 anos, não foi bom para ela em nenhum sentido, ele não queria realmente, acabou sendo induzida pelas circunstâncias, não sentiu prazer, o rapaz ainda disse que a culpa era dela porque ela o deixava louco, ela se sentiu suja, sentiu que estava traindo a confiança dos pais, ficou com remorso, foi abatida por uma profunda tristeza e se matou ingerindo muitos remédios.

Após a morte ela foi para esse vale de suicidas no astral e depois disso vimos que ela teve outras três vidas em que morreu ainda criança, com menos de 10 anos de idade. Ela ficava doente, sofria um tempo e acabava morrendo. Os pais eram muito zelosos e cuidavam muito bem dela, fazia tudo que estava ao alcance deles, e nesse meio tempo enquanto era cuidada pelos pais ela se sentia triste e culpada por fazê-los sofrer e por conta desses sentimentos ela morria e voltava para aquele mesmo vale de suicidas, mesmo não tendo cometido suicídio nessas outras vidas.

Na vida atual quando ela se sente culpada por alguma coisa ela fica triste, se desdobra e vai para aquele vale de suicidas, sua mente inconsciente ficou condicionada, e lá quando ela chega, apesar de estar triste por estar encarnada ela tem muita energia vital, ectoplasma, e isso atrai os outros espíritos, inclusive porque na tela etérica dela tem buracos enormes causados pelo suicídio naquela vida que ela se matou, e por esses buracos sai uma luz forte, que é a energia dela, e isso atrai os espíritos para perto dela e quando ela volta para o corpo físico traz eles junto.

Resgatamos os mais de 10.000 espíritos que estavam nesse vale de suicidas e limpamos o local. Como é uma região do astral não tem como destruir, não é algo que foi plasmado por alguma mente humana, mas limpamos a energia que tinha ali de tristeza e morte e mudamos um pouco a aparência do local, que era meio deserto, e plantamos algumas árvores e vegetação de menor porte.

Observem que ela teve várias encarnações depois daquela em que cometeu suicídio e a tela etérica ainda não se fechou, não se recuperou dos estragos que ela fez com medicamentos. Isso faz com que a pessoa tenha mediunidade, sinta as energias do astral, facilita que seja vampirizada pois a energia vital vaza pelos buracos da tela, a pessoa sente com facilidade o que qualquer espírito que se encostar nela estiver sentindo, fica fácil de ser obsidiada e induzida a fazer coisas ruins pois não distingue que pensamentos são dela e quais são de algum espírito, enfim, tem todos os inconvenientes da mediunidade.

Após realizarmos a consulta e retirarmos os espíritos suicidas de perto dela a jovem ficou bem, mas a tela etérica continua danificada. Ela foi levada em desdobramento para um hospital no astral para se recuperar e vai ser feito um tipo de curativo para fechar um pouco os buracos que ela tem na tela etérica, mas ela vai ter essa mediunidade a vida toda, pois se nem três reencarnações foram suficientes para fechar esses buracos é porque o estrago nos corpos sutis dela foi grande.

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