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Suicídio indireto

Quando uma pessoa tem um comportamento autodestrutivo, um hábito ou vício que ela tem consciência de que lhe causa prejuízo ao corpo físico e que pode lhe levar a óbito, mas mesmo assim persiste em sua prática, dizemos que ela comete um suicídio indireto. O meio mais comum de se cometer um suicídio indireto é através do consumo de drogas, lícitas ou ilícitas, como álcool, fumo, cocaína, etc. Porém, outros comportamentos praticados de modo excessivo também podem se enquadrar nessa categoria como sexo e até a comida. O suicídio é o ato voluntário de se tirar a própria vida, a diferença do suicídio indireto é que a pessoa a priori não tem a intenção direta de morrer, mas assume esse risco devido ao seu comportamento, geralmente cedendo a algum vício que lhe causa um prazer momentâneo.

O mês de setembro sempre nos permite resgatar alguns suicidas através do Resgate Solidário e um dos casos com que nos deparamos foi de um suicida indireto. Às vezes quando a pessoa morreu há muitos anos como foi o desse suicida indireto que foi há 56 anos, a pessoa que solicita o resgate geralmente acredita que o morto até já reencarnou, pois as pessoas não tem conhecimento sobre como se processo na prática a reencarnação, e a literatura espírita faz as pessoas acreditarem que todos os que morrem são resgatados e vão para alguma colônia de onde depois irão reencarnar. Esse caso é mais um que demonstra que a realidade do pós-morte não é essa.

O homem que resgatamos morreu aos 42 anos, dois anos após perder um filho ainda criança para uma doença. Segundo o relato que chegou até nós quando o filho pequeno morreu ele declarou que iria beber até morrer e em dois anos faleceu de cirrose hepática. O cidadão em questão era um homem bruto, vivia no sertão da Paraíba, e a família tinha conhecimento de que ele havia matado duas pessoas. Durante o resgate vimos que ele matou quatro pessoas. Aliás o fato dele ser um homem violento foi a verdadeira causa dele ter morrido, mas vamos ao resgate.

Encontramos o cidadão bêbado numa região umbralina densa, estava grogue, atordoado, sem nem saber onde estava e nem que estava morto. Ele estava desse jeito desde que morreu há 56 anos e nesse mesmo local havia mais 25 espíritos na mesma situação. Eles estavam em frente a entrada de uma caverna e quando nos aproximamos o dono do lugar se apresentou, um Exu Caveira, dizendo que ali é o reino dele e só entra quem ele quer. Dentro da caverna havia mais de 700 espíritos, todos escravizados pelo exu.

O homem que fomos resgatar como já dissemos era muito violento e tinha algumas mortes nas costas e muita gente não gostava dele, principalmente os familiares das pessoas que ele matou. Uma dessas famílias mandou fazer um trabalho para acabar com a família dele. Primeiro ele perdeu o filho para sentir a mesma dor dos pais daqueles que ele matou, vimos que o menino já morreu por conta desse trabalho de magia. Depois disso ele foi induzido a beber muito, se não morresse em decorrência da bebida as chances dele se meter em uma briga e ser morto eram altas, mas não foi preciso chegar a isso.

Era para ele perder os outros filhos e a esposa e morrer por último, mas como ele morreu logo, apenas dois anos depois do filho, a família contratante desistiu de querer a morte dos demais familiares dele, já tinham pago dois bois pelo serviço e acharam que era o suficiente já que ele morreu e não sofreria pela perda dos familiares. Inclusive o filho dele que havia morrido estava preso dentro da caverna. Exu Caveira é o nome pelo qual os espíritos que trabalham em terreiro nomeiam esse espírito que era dono do lugar, mas ele mesmo não se chama por nome nenhum e ele nem é do astral do Brasil, é um espírito africano autônomo que prestava serviços em vários países e sua especialidade é o desencarne, trabalho de morte garantido, e já está nisso sem reencarnar há mais de 700 anos e nesse período já provocou a morte de mais de 5.000 pessoas. O Exu Caveira foi obliviado e encaminhado e os espíritos aprisionados na caverna foram libertados, e encaminhados para um hospital no astral, inclusive o homem que fomos resgatar e outros que estavam junto dele fora da caverna.

Depois que enviamos o relatório do resgate para a pessoa que nos contratou ele relatou que a viúva desse homem se casou novamente após a morte dele e seis anos depois da morte dele ela foi assassinada pelo novo marido, de uma forma bastante violenta, e solicitou o resgate dela também. O novo marido dela matou e cozinhou o gato de estimação dela e a obrigou a comer. Depois deu várias facadas nela, tendo aberto o ventre dela deixando exposto o útero. Segundo nos informou a contratante a viúva era uma mulher muito boa e católica fervorosa.

Encontramos a viúva correndo desesperadamente numa região umbralina densa segurando as próprias entranhas, sendo que o gato estava grudado nela, sendo perseguida por outro espírito. Nós a acalmamos, restauramos os órgãos danificados dela e a encaminhamos para um hospital no astral. Ainda tivemos que retirar o gato que estava entranhado nas tripas dela. Conversando com o espírito que a perseguia descobrimos que ele era pai de um dos homens que o falecido marido dela havia matado e esse homem tinha muito ódio e desejo de vingança contra o falecido, quando esse homem morreu foi até a casa do falecido e como ele não estava lá ele direcionou a raiva dele contra ela, disse que ela sabia das maldades que o marido fazia e era conivente, achava bonito o que ele fazia, e ficou obsidiando ela e o novo marido, até que um dia ele conseguiu incorporar no novo marido dela e fez ela a matar. A intenção do obsessor era de que ela nunca mais tivesse um filho. Apagamos a mente do obsessor que ainda a obsidiava depois da morte, e o encaminhamos para reencarnação.

O resgate dessa senhora ocorreu ontem exatos 49 anos após sua morte. O falecido marido que cometeu suicído indireto estava morto há 56 anos. E ambos além de não terem sido resgatados ainda estavam em sofrimento, principalmente a mulher, que vivia uma situação surreal, correndo sendo perseguida segurando as próprias entranhas. Esse é ,mais um caso que demonstra que a realidade do pós-morte não tão simples quando faz parecer os romances espíritas e como já alertamos há muitos anos, a maioria dos espíritos morre e renasce sem nem saber que existe alguma colônia espiritual.

Ressaltamos que a questão do suicídio indireto não tem a ver com qualquer imposição moralista ou de cunho religioso, é uma reação direta de um ato da própria pessoa, que lesiona conscientemente seu corpo para satisfação de um vício, um prazer momentâneo, ninguém vai te julgar e decretar que você vai morrer porque bebe muito, a morte pela falência do corpo é uma consequência natural. E se não bastasse isso na vida seguinte a pessoa que cometeu suicídio, seja direto ou indireto, ainda vai nascer com algum defeito congênito no órgão do corpo que ela lesionou com a morte, também não porque algum juiz do karma determinou, mas porque ela danificou sua própria matriz perispiritual.

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