• Gelson Celistre

Sem libido

Atualizado: 25 de nov.

Atendemos uma mulher cuja queixa é a falta de libido. Já está no terceiro casamento, tem filhos, mas não sente vontade de fazer sexo, embora afirme que gosta muito do atual marido e nas raras vezes quando fazem sexo é muito bom, mas mesmo assim ela não tem vontade de fazer e evita ao máximo. Apesar dela estar na faixa de idade da loba não tem nenhum apetite sexual e isso segundo ela ocorre desde sua juventude. Ela começou sua vida sexual cedo e com 15 anos já estava grávida e casada. Ela relata que no início tinha uma vida e apetite sexual normais para a idade, mas que durante sua primeira gravidez certo dia o marido a rejeitou sexualmente, não quis fazer sexo com ela, e a partir daí ela nunca mais teve libido.

Ao investigar a causa encontramos uma arquepadia, uma magia feita em uma vida passada, agindo nessa situação. Essa mulher que atendemos foi uma negra escrava numa vida passada e foi criada desde

pequena como dama de companhia, uma criada pessoal, de uma sinhazinha. Cresceram praticamente como amigas, ressalvada é claro a condição de que uma era escrava da outra. A negra por ser criada na casa grande não passou por muitas das situações difíceis dos demais escravos que viviam na senzala e até se via como parte da família, a ponto de achar que tinha os mesmos direitos que a sinhazinha.

A sinhazinha estava prometida em casamento para um rapaz filho de outro fazendeiro e trocava muitas confidências com a escrava, inclusive que havia feito sexo com o noivo e que não havia sentido prazer na relação. A escrava após ouvir essa confissão da sinhazinha se ofereceu ao rapaz e fez sexo com ele. Depois contou para a sinhazinha que fez sexo com um rapaz e que sentiu muito prazer, mas sem revelar que esse rapaz era o noivo da sinhazinha. Algum tempo depois ouvindo uma conversa das escravas na cozinha a sinhazinha ficou sabendo que o rapaz com quem a negra sentira prazer era o noivo dela.

Foi um choque muito grande para a sinhazinha pois ela via a negra como uma amiga, uma confidente, e ela teve coragem de seduzir seu noivo e ainda sentir prazer, coisa que ela mesma não tinha sentido. A sinhazinha ficou muito sentida com a escrava, mas não revelou a ela nem a ninguém o que sabia, simplesmente disse ao pai que não queria mais a negra como dama de companhia e mandou que ela fosse para a senzala com os outros negros. Claro que a negra não estava preparada para o trabalho na lavoura e em poucos anos ela morreu, mas antes disso ela mandou o pai-de-santo da senzala fazer um trabalho de magia para que a sinhazinha nunca ter prazer com o marido, para ela nunca ser feliz e nunca colocar um filho no mundo.

As escravas da casa grande ajudaram no feitiço conseguindo uma galinha e outras comidas para o feitiço, que foi feito com muita energia e que fez efeito na vida da sinhazinha, ela não se sentia bem fazendo sexo com o marido e teve quatro abortos e só conseguiu colocar dois filhos no mundo porque a negra já havia morrido, tudo por obra do feitiço. Alguns séculos depois, na vida atual, a sinhazinha e a escrava nascem na mesma cidade, no mesmo bairro, e se interessam pelo mesmo rapaz, mas dessa vez a escrava chega primeiro, engravida e casa com o rapaz que ambas cobiçavam, não o mesmo daquela vida, mas um que foi escravo na mesma fazenda e que ajudou a negra a fazer os feitiços contra a sinhazinha.

Essa disputa de namoradinhos, pois ambas eram adolescentes, pode parecer uma coisa boba, mas abriu essa frequência e trouxe para o presente da escrava as energias que ela movimentou naquela vida, os feitiços para que a sinhazinha não tivesse libido e não tivesse filhos, só que por efeito kármico, essa energia caiu sobre ela própria. Além de perder a libido ela perdeu aquele filho que ela esperava pouco tempo após o nascimento, se separou e até esse rapaz com quem ela era casada morreu num acidente. A sinhazinha ficou sintonizada nessa frequência e até hoje, mesmo tendo se passado quase 30 anos, ainda odeia a escrava que lhe roubou o namorado.

Por trás disso tudo estava o espírito do pai-de-santo que fez o feitiço na vida passada querendo que a escrava hoje o procure para que ele resolva esse problema dela. Esse espírito trabalha num terreiro de candomblé e se alimenta dessas energias e vampiriza tanto a sinhazinha quanto a escrava. No astral ele colocou uma lâmina dentro da vagina da mulher para que ela não tivesse libido e por onde ele sugava a libido dela. Nós apagamos a mente do pai-de-santo e desmanchamos o feitiço que ele havia feito, retiramos a lâmina da vagina da mulher e ainda resgatamos 99 espíritos que estavam presos na senzala daquela fazenda no astral e mais uns 400 nos arredores. Nesse caso o feitiço não se voltou contra o feiticeiro, mas contra quem contratou o serviço. Trabalho de magia é um contrato onde o pagamento sempre envolve muito mais do que foi acertado na hora de ser feito e quem contrata sempre fica devendo.

330 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Odin