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  • Gelson Celistre

O anjo da guarda

Era uma vez um casal que teve uma filhinha muito linda, eles levaram a garotinha na igreja para ser abençoada e rezaram pedindo ao anjo da guarda dela que zelasse por ela e a protegesse durante toda sua vida. Atualmente aquela garotinha é uma mulher adulta com quase cinquenta anos e é nossa cliente. Ontem ela acordou logo cedo, e sem motivo, já estava com raiva. Ela entrou no meu site e deu de cara com a postagem que fiz ontem sobre Alergia, na qual o gatilho da pessoa para ter as crises alérgicas, o que disparava as crises, era a raiva. Ela entrou em contato conosco para investigar essa raiva que disse ser antiga e que de vez em quando ela sente, sem causa aparente, além de ultimamente estar apresentando alergias que nunca havia tido.

Foi aí que nos deparamos com um espírito que estava junto dela e que disse que a protegia desde que ela nasceu, pois foi chamado pelos pais para protegê-la, pois era seu anjo da guarda. Questionei o motivo dele causar essa raiva nela sendo ele um ser angelical que estava com ela para protegê-la, e ele respondeu que ele a faz sentir raiva de pessoas más, pessoas que ele quer afastar dela, e assim a protege dessas pessoas.

Já fiz uma postagem no ano passado, Anjo da guarda, na qual abordei essa questão. Essa figura, o anjo da guarda, foi criada pela Igreja Católica e perpetuada pelo espiritismo kardecista, mas não é real, ninguém tem anjo da guarda. É uma ideia absurda crer que seres de elevada envergadura espiritual tenham como finalidade serem nossas babás. A ideia é reconfortante e para quem acredita, se foi livrado de algum mal ou perigo foi o anjo da guarda, mas nunca questionam onde estava o anjo da guarda quando lhes acontecesse algum mal.

Conversando mais com o tal anjo da guarda, descobrimos que numa vida passada ele foi um homem de posses, era muito religioso e frequentava regularmente a igreja católica, fazia generosas doações para a igreja e seu sonho era ser sepultado dentro da igreja após sua morte, o que veio a ocorrer. Quando ele faleceu a esposa dele conversou com o padre sobre esse desejo do falecido e o padre assentiu por ser ele um grande doador para a igreja, mas negociou com a viúva a doação de um terreno no qual ela custearia a construção de uma nova igreja, em homenagem a seu falecido marido, para onde os restos mortais dele seriam transladados.

Isso ocorreu aqui mesmo no Brasil, nos anos 1800, e o falecido desde então tem trabalhado como anjo da guarda. Por ser muito crédulo e por ter sido sepultado dentro da igreja ele se achava um servo especial de Deus e bastou uma mãe rezar na igreja pedindo ao anjo da guarda a proteção para um filho que ele assumiu esse papel. De lá para cá ele já foi anjo da guarda de seis pessoas fora a nossa garotinha. Aliás ele abandonou seu sexto protegido à própria sorte quando ouviu o chamado dos pais da garotinha para protegê-la, pois largou o outro e se grudou nela.

Depois dessa vida onde foi sepultado na igreja ele teve outra encarnação na qual também foi ligado à Igreja Católica, ele foi coroinha, mas morreu de uma doença quando tinha 13 anos de idade e se sentia culpado, achava que foi um castigo, porque ele já não estava gostando de ser coroinha. Quando morreu, como ainda estava muito imbuído das ideias cristãs, voltou a assumir sua personalidade da vida anterior e continuou sendo anjo da guarda. Tivemos que apagar a mente do ano da guarda e o encaminhar ao setor de reencarnação.

A nossa garotinha naquela vida passada foi a viúva dele, foi quem conseguiu realizar o sonho dele de ser sepultado numa igreja, e os pais dela na vida atual que rezaram ao anjo da guarda pedindo que a protegesse, eram filhos deles naquela vida, por isso a união dos três na igreja atraiu esse espírito para perto deles. Na prática ele não a protegia de coisa nenhuma, apenas fazia ela ter raiva de algumas pessoas e a vampirizava energeticamente, pois qualquer espírito desencarnado com vibração compatível com a nossa se ficar perto de nós muito tempo vai sugar nossa energia.

A evolução espiritual implica em assumirmos a responsabilidade por todos os nossos atoe e é imperativo que deixemos de lado essas crenças que nos colocam como crianças espirituais que precisam de orientação e supervisão para tudo que vão fazer, temos que parar de acreditar que somos os seres especiais da criação divina, os filhos prediletos, que estamos acima das demais criaturas e que nossos pecados serão perdoados, isso é o que as igrejas cristãs usam para barganhar com os fiéis, se arrependa e será perdoado. Não existe lei maior que a Lei do Karma e tudo o que fizemos teremos que prestar contas.

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