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  • Gelson Celistre

Seppuku e o lugar da vergonha

(Publicado originalmente no blog Apometria Universalista em 5/10/2021)


Na cultura japonesa existe uma tradição de suicídio em nome da honra, onde para não passar por uma situação indigna ou se a pessoa cometeu um ato vergonhoso para sua família o suicídio é uma forma de corrigir isso. Os samurais praticavam o seppuku, que era um suicídio ritualístico destinado à classe guerreira, onde abriam o próprio ventre com uma faca, mas essa prática também era utilizada por pessoas comuns.

Atendemos um cãozinho com problemas intestinais e ao lado dele vimos o espírito de um rapaz japonês, um adolescente de 16 anos de idade, que cometeu o seppuku por exigência dos pais, por ter envergonhado a família. O rapaz se envolveu sexualmente com outro rapaz e a família descobriu, para não desonrar a a família os pais exigiram que ele cometesse o suicídio. Quando ele cometeu o ato seu cãozinho estava ao seu lado e agora, alguns séculos depois, o cãozinho reencarnado pertence ao mesmo espírito com quem o rapaz se envolveu na outra vida, o que o atraiu para perto dos dois e passou para o cão o problema que ele causou no próprio intestino com o suicídio. Nós resgatamos o suicida e tratamos o cãozinho. Em outro caso resgatamos uma mulher japonesa que cometeu suicídio no final dos anos 1970. Ela estava de casamento marcado e estava grávida de outro homem, temendo que o noivo descobrisse que o filho não era dele ela se matou dentro de um banheiro antes do casamento. Inicialmente resgatamos o espírito que estava em sua barriga, que acabou ficando preso no banheiro após o suicídio da mulher que seria sua mãe, o espírito estava em forma fetal, triste, chorava muito por não ter podido nascer. Nós o resgatamos e o encaminhamos para um berçário no astral, onde ficam espíritos que foram abortados ou morreram ainda bebês.

A mulher que cometeu o suicídio foi para um local que ele chamou de "lugar da vergonha", que era uma região do umbral cercada por um muro alto com guaridas com sentinelas nos quatro cantos, parecendo um campo de concentração, onde os espíritos tinham que ficam em pé um ao lado do outro sem poder conversar ou falar qualquer coisa. Se algum deles fala alguma coisa os sentinelas trazem os familiares e mostram o ato vergonhoso que o suicida fez para envergonhar a família. Os quatro sentinelas do local também eram suicidas, mas que cometeram alguma vergonha não tão grave e que foram perdoados pela família.

O lugar da vergonha é para onde vão os japoneses que cometeram suicídio por terem envergonhado a família e eles ficam nesse local como punição e só podem sair de lá quando todos os seus familiares esquecerem a vergonha que passaram por conta do suicida, o que ocorre geralmente apenas depois que todos que sabiam do caso "vergonhoso" morrem. Só então o espírito é liberado para reencarnar, mas saem desse local com uma marca no corpo astral que os mantém conectados ao "local da vergonha", como uma espécie de lembrança para que não voltem a envergonhar os familiares. Além da mulher que fomos resgatar havia mais de 2.100 espíritos de suicidas no "lugar da vergonha" e fomos informados que mais de 5 milhões de espíritos de japoneses já passaram por esse local e estavam marcados. Nós resgatamos os que estavam ali e retiramos a marca dos suicidas já reencarnados.

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