Contratos
- Gelson Celistre

- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Muitas pessoas acreditam que podem ter contratos feitos em outras vidas que afetam sua vida atual, sua prosperidade e até sua saúde. Geralmente o que nos afeta em todos esses aspectos é o nosso karma mesmo, mas eventualmente pode sim existir algum contrato de vida passada que esteja nos afetando. Mas existe um outro tipo de contrato do qual ninguém costuma falar, é o contrato pré-reencarnatório.

Diferente do que muitos acreditam, estes contratos não são feitos com espíritos da alta hierarquia espiritual, que obviamente não iriam perder tempo com esse tipo de coisa, eles são feitos com espíritos que estão em algum local onde estamos no astral antes de reencarnar com os quais nos comprometemos a fazer alguma coisa quando encarnados, eles ajudam a pessoa aqui na vida física dela, mas ela precisa fazer aquilo para o qual se comprometeu antes de nascer.
Um cliente nosso teve um sonho estranho, mas muito vívido, no qual entrava em um elevador e um homem que já estava dentro do elevador entrava em transe e lhe dizia que ele ainda precisava tirar duas coisas densas de dentro dele. No sonho ele agradecia ao homem e saía. Ele ficou cismado com esse sonho e nos solicitou que averiguássemos de que se tratava o sonho, se seria algum tipo de recado ou o que.
Investigando através das técnicas apométricas descobrimos que o sonho era uma lembrança adulterada de um encontro que ele teve com um espírito durante o sono. Nesse encontro nosso cliente foi cobrado por um contrato que ele fez antes do nascimento. Nosso cliente antes de nascer estava vivendo numa cidadela do astral com cerca de 10.000 habitantes e ele queria crescer na hierarquia de poder da cidade, para tanto ele se comprometeu a dar a luz a três filhos quando reencarnasse, espíritos que seriam escolhidos pelos dirigentes da tal cidadela.
Os espíritos da cidadela disseram que ajudaram ele e a esposa a terem bons empregos e um bom padrão de vida para que pudessem ter os três filhos sem maiores problemas financeiros. Nosso cliente tem apenas um filho na vida atual, ele já está perto dos 50 anos, a esposa com mais de 40, e por conta disso o pessoal da cidadela resolveu dar uma prensa nele para que cumpra o acordo. Vimos que a esposa dele e esse filho também eram habitantes dessa cidadela, mas quem fez o contrato foi ele.
Os dirigentes dessa cidadela astralina precisam de mais energia pois cidades maiores querem absorvê-la, então eles precisam reencarnar muitos habitantes da cidade para que gerem ectoplasma para manter a cidade e como não querem pegar de qualquer pessoa, querem algum espírito que tenha ligação com a cidade, os que reencarnam precisam ter uma cota específica de filhos. Nesse caso, por enquanto, não temos o que fazer. Caso os dirigentes da cidade resolvam punir o homem de alguma maneira e ele nos solicitar ajuda aí sim iremos intervir de algum jeito na cidadela.



A matéria desconstrói a visão romântica ou excessivamente mística que temos da espiritualidade. A maioria das pessoas tende a terceirizar seus problemas atuais a 'pactos de vidas passadas' ou, por outro lado, acha que todo plano antes de nascer é uma missão divina supervisionada por anjos.
O texto traz uma lucidez necessária ao mostrar que o plano astral imediato funciona muito mais como uma extensão da nossa realidade terrena — com burocracias, interesses energéticos, colônias buscando sobrevivência e acordos baseados em troca de favores (como estabilidade financeira em troca de filhos). No fim, serve como um choque de realidade: mostra que somos responsáveis pelos compromissos que assumimos, mesmo aqueles esquecidos pelo véu do esquecimento, e que o invisível é muito…
Mas essa cidade astralina, para se manter longe das cidades que querem absorve-la, não está vampirizando os encarnados que sairam de lá? Vão continuar essa vampirização para manter a cidade?