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A noiva do Diabo

  • Foto do escritor: Gelson Celistre
    Gelson Celistre
  • 29 de mai.
  • 2 min de leitura

Uma mulher passou mal após ver um conteúdo na internet sobre pacto com Belzebu e nos solicitou atendimento. Ela relatou que esse tipo de conteúdo relacionado a pactos demoníacos sempre agem como gatilhos que a deixam muito nervosa e aflita e sempre que ela vê a imagem de Baphomet, o diabo clássico do ocultismo, ela sente muito medo. Investigando essa situação descobrimos que numa vida passada aqui no nordeste do Brasil, há alguns séculos, essa mulher foi acusada de heresia e de ser noiva do Diabo.


Na ocasião ela era apenas uma jovem com 16 anos de idade que aprendeu a se masturbar com uma menina da mesma idade. Acontece que essa menina foi pega em flagrante enquanto se masturbava, a família ficou horrorizada e trouxeram um padre para ela se confessar. O padre era metido a inquisidor, tudo para ele era pecado, e ainda por cima estava com o encosto de um beato gay que vivia se mortificando por conta de seus pensamentos impuros quando era vivo.

Resultado: a menina que foi pega se masturbando disse ao padre que foi a jovem amiga que lhe ensinou a se masturbar e a induziu a essa prática. A família dessa menina era melhor posicionada socialmente que a da jovem e sobrou para ela. A jovem foi acusada de heresia, de manter relações sexuais com o próprio Diabo, o padre lhe mostrou a imagem de Baphomet e queria que ela confessasse ser a noiva do Diabo. Foram 45 dias de tortura, com surras e estupros, até que a jovem não resistiu e morreu.

Aquele encosto beato gay que acompanhava o padre acabou indo parar numa região do astral equivalente ao inferno cristão, ardendo no fogo eterno por seus pensamentos impuros de homossexualidade, mas quando a consulente enxerga essa imagem do Baphomet na vida atual ela se conecta com essa vida passada e atrai para junto dela esse espírito, que a faz lembrar das torturas que sofreu, por isso ela fica aflita e com medo. Quando ela consegue se acalmar e muda o foco de seus pensamentos corta a sintonia com essa vida passada e o beato gay volta para o inferno onde estava.

Nós obliviamos o beato gay e o encaminhamos para reencarnação, fechando essa frequência. Na região infernal em que ele estava havia outros cerca de 7.000 espíritos ardendo em chamas que nós também resgatamos.

2 comentários


nguinamaubaptista00
06 de jun.

Nossa, que relato forte . O que mais me impressionou nesse texto é como ele desconstrói esse medo do "capeta" ou de conteúdos pesados da internet, mostrando que o buraco, na verdade, é bem mais embaixo. O pavor que a mulher sentia ao ver a imagem de Baphomet não tinha nada a ver com pacto real ou possessão no presente, mas sim com um trauma brutal e uma injustiça gigantesca que ela sofreu no passado O texto é uma baita crítica à hipocrisia e ao fanatismo religioso. O verdadeiro "inferno" ali acabou sendo criado pela própria mente daquele beato, preso na culpa e nos preconceitos dele, repetindo o ciclo de dor.

Achei fixe a forma como o caso foi resolvido.…

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nguinamaubaptista00
06 de jun.

O que se destaca nesse texto que vale a pena ressaltar:

A origem do gatilho: O medo do oculto na vida atual era, na verdade, estresse pós-traumático de uma injustiça da Inquisição.


A falsa moralidade: O beato reprimido e homofóbico que atuou na tortura acabou preso na própria ilusão do fogo infernal por culpa de sua própria mente.

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