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  • Gelson Celistre

A criança divina

Os indianos são um povo muito místico e com um panteão de deuses estranhos fisicamente, com vários braços, tem um com cabeça e tromba de elefante, quando nasce uma criança com alguma anomalia no corpo, alguma deformidade, logo já associam com algum desses deuses e passam a adorá-la. Seguidamente vemos notícias de bebês que nasceram com vários membros na Índia, com braços e pernas a mais, que são adorados como deuses. E isso não é de hoje, recentemente atendemos uma pessoa que tinha ligação com um deus indiano que no passado foi uma dessas crianças.

A pessoa que atendemos se queixava de sentir um buraco no peito, na região do plexo solar, sente esse buraco pulsar como se fosse um coração, e acreditava ter algum bloqueio energético no local, onde inclusive sente dor se apertar. Ao nos conectarmos com a situação, o médium viu um tubo conectado ao peito dessa pessoa, onde havia mesmo um buraco, que era o chacra do plexo solar, manipura, por onde a energia dele estava sendo drenada. Esse tubo ia dar aos pés de um deus indiano azul que estava sentado tranquilamente num trono.

O que aconteceu num passado remoto, antes de Cristo, foi que nasceu uma criança num vilarejo com um buraco no peito, bem na região onde fica o plexo solar, um buraco parecendo uma fenda vertical, como uma vagina, e um tio da criança, muito esperto e ganancioso, aplicou para as pessoas do local que aquilo era um sinal de abundância, que a criança tinha tanta energia em seu peito que seu corpo não conseguia resistir e se abrira.

As pessoas começaram a adorar a criança e a lhe fazer pedidos e oferendas, pois tudo que dessem para a criança eles foram levados a acreditar que receberiam em abundância. A criança foi crescendo e passou a ser cultuada como um deus vivo e o tio principalmente se beneficiando com as coisa que eram ofertadas a essa criança divina. Mas como era uma deficiência esse buraco no peito a criança acabou morrendo quando estava com uns 7 anos de idade, mas o tio fez uma estátua e continuou estimulando as pessoas, que agora vinham de vários locais, até distantes, para fazer oferendas para essa criança divina.

Os séculos foram passando e aquele espírito ainda continuava no astral sem reencarnar, conectado a mais de três milhões de pessoas, tinha muita energia. Ele conseguiu se associar à imagem de alguma divindade hindu da abundância, provavelmente o Ganesha, e passou a receber parte da energia dos devotos desse deus. No astral ele não tinha mais a forma de uma criança, mas de um homem adulto, e estava conectado com mais de três milhões de pessoas encarnadas, o suficiente para ficar sem reencarnar por milênios.

Essa pessoa que atendemos foi o tio desse espírito naquela vida e foi o tio quem criou esse deus, por isso ele tinha uma ligação tão forte com ele a ponto de ter um tubo ligando o chacra dessa pessoa à esse ser, pois o tio criou a divindade da criança para se beneficiar materialmente. A criança divina, atualmente já um adulto, teve a mente apagada, foi desconectado de seus milhões de devotos, e vai voltar ao ciclo reencarnatório, vai brincar conosco na roda do Samsara.


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