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Polacas

Organização para a Ajuda Mútua de Varsóvia, esse era o nome que uma organização criminosa usava para traficar mulheres judias do leste europeu, principalmente da Polônia, mas também da Lituânia, Alemanha, Ucrânia, Rússia e outros paises eslavos. Recrutavam moças judias de famílias pobres com promessas de casamento e vida digna, mas na realidade era para serem prostitutas em países da Europa e das Américas. Essa prática iniciou em meados do século XIX, por volta de 1860, e perdurou até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Em 1906 o embaixador da Polônia protocolou uma queixa às autoridades argentinas sobre o uso do nome Varsóvia e a organização passou a se chamar Zwi Migdal, em homenagem a um dos fundadores dessa organização criminosa. Na Argentina ficava o escritório central dessa organização criminosa que coordenava todas as suas operações no continente americano, por isso a queixa foi protocolada na Argentina.

Em 1867 chegou o primeiro navio ao Brasil trazendo as polacas, como eram chamadas as moças devido ao nome da organização criminosa (Varsóvia). Esse termo inclusive passou a ter uma conotação pejorativa no Brasil pois polaca passou a ser sinônimo de prostituta. Essa organização criminosa em seu auge que foi após a Primeira Guerra Mundial chegou a controlar milhares de bordéis ao redor do mundo. Na Argentina a Zwi Migdal chegou a ter mais de 3.000 bordéis. No Brasil foram centenas de bordéis em 14 cidades, dentre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus e Belém.

As polacas eram consideradas trabalhadoras do sexo de baixo valor, eram putas baratas, e eram obrigadas a atender de 20 a 30 clientes por dia. Apesar de serem exploradas sexualmente pela própria comunidade judaica, elas eram discriminadas, eram consideradas impuras e pecadoras. A maioria morria ainda jovem de tuberculose ou doenças venéreas e eram tão discriminadas que não podiam ser enterradas junto com outros judeus, sendo que em alguns países, inclusive no Brasil, elas fundaram associações para se ajudarem umas as outras quando adoeciam ou morriam.

Em São Paulo as polacas fundaram a Sociedade Feminina Religiosa e Beneficente Israelita que tinha um cemitério próprio, o Cemitério Israelita Chora Menino, que foi desapropriado pela prefeitura em 1972 e anexado ao vizinho Cemitério Municipal de Santana, o pois a Sociedade Feminina Religiosa e Beneficente Israelita tinha sido dissolvida em 1968 por falta de associadas. Nessa ocasião os corpos de mais de 200 polacas foram transferidos para o Cemitério Israelita do Butantã, pela Sociedade Cemitério Israelita de São Paulo. Porém, os nomes das mulheres não foram escritas nos novos túmulos. Em julho desse ano nós fizemos um resgate no cemitério Chora Menino e num dos comentários da publicação da postagem no Facebook uma seguidora nossa comentou sobre um cemitério onde eram enterradas as prostitutas judias por serem indignas e o nosso cliente que havia solicitado o resgate no cemitério Chora Menino agora solicitou que verificássemos essa questão envolvendo as prostitutas judias, as polacas.

Quando os restos mortais das polacas foram transferidos para o Cemitério Israelita do Butantã os espíritos delas foram junto e estavam todos aprisionados em seus túmulos, pois os judeus não queriam correr o risco de numa próxima reencarnação se casar com uma mulher que foi prostituta, por isso elas as amaldiçoaram a aprisionaram para que não reencarnassem, pois no Judaísmo eles acreditam que os espíritos reencarnam para quitar seus débitos. Uma das polacas estava com muita raiva dos judeus que as aprisionaram, está morta há cerca de 100 anos, disse que eles ainda não pagaram pelo que fizeram com elas e que ela vai se vingar de todos. Havia uma energia ao redor dos túmulos delas e seis espíritos as vigiando para que não saíssem e não reencarnassem. Havia cerca de 280 espíritos de polacas aprisionadas nesse cemitério, e em cemitérios em outras 14 cidades do Brasil havia mais 120, sendo vigiadas por 21 espíritos.

Nós libertamos os espíritos das polacas não só desse cemitério de São Paulo, mas das outras 14 cidades, e todas foram encaminhadas para reencarnação. Os espíritos que as aprisionavam foram obliviados e encaminhados também. E quando fizemos o resgate ergueram-se dos túmulos mais de 6.000 espíritos de homens judeus tentando nos impedir, estavam descansando aguardando a hora deles reencarnar, dizendo que elas são pecadoras, que Deus não as perdoa. Perguntei se Deus os perdoava por usarem os serviços sexuais delas e responderam que sim, que elas os enfeitiçavam, que eles não tem culpa, são puros, olha a cara de pau da criaturas. Não ia fazer nada com eles se tivessem ficado onde estavam, deitados em suas covas, mas como tentaram impedir o resgate das mulheres tiveram a mente apagada e foram encaminhados para reencarnação.

Vimos ainda que em outros países onde havia prostíbulos da Zwi Migdal, 12 países no total, dentre eles Estados Unidos, França, Inglaterra, Portugal, Alemanha e Argentina, havia mais 700 polacas presas em cemitérios sem poder reencarnar, muitas foram enterradas em cemitério comuns, mas eram igualmente mantidas presas para não reencarnar. Foram todas libertadas e seus carcereiros, pouco mais de 100 espíritos, também foram encaminhados.

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