• Gelson Celistre

Automutilação

(Publicado originalmente no blog Apometria Universalista em 22/1/2022)


Atendemos uma mulher que desde criança tinha o mau hábito de roer as unhas. Depois de adulta ela fez terapia e tratou segundo ela apenas a vergonha, mas não o hábito em si, que evoluiu para um tipo de automutilação onde ele se belisca, no rosto, braços e pernas, até criar pequenos ferimentos. Esse comportamento a leva a evitar o uso de roupas ou a frequência a locais onde tenha que expor o corpo, como na praia, por vergonha das marcas que ficam no seu corpo.

Ao sintonizarmos com a mulher logo identificamos um espírito obsessor que queria comê-la, literalmente. Esse espírito estava com essa mulher desde que ela era criança e era ele quem a fazia roer as unhas, pois ele queria comer os dedos dela. Como estava muito próximo dela quando ela roía as unhas ele sentia até o gosto.

Depois que ela fez uma terapia onde o resultado era que ela não deveria ter vergonha de roer as unhas, foi como se ela desbloqueasse sua vontade para outras atividades, pois a vergonha ainda a cerceava um pouco e impedia um domínio maior do espírito, quando ela aceitou que aquilo era um comportamento normal foi como se as demais sugestões desse espírito fossem todas aceitáveis. Então o espírito obsessor passou a incentivar ela a se beliscar, nas pernas e braços, pois queria comer essas partes dela também.

Buscando no passado a causa desse desejo do espírito querer comer a mulher, nos deparamos com uma vida passada onde essa mulher era uma japonesa e o espírito obsessor um menino. A japonesa era uma mulher adulta, casada, e que não podia ter filhos. Por causa disso o marido dela arrumou uma amante e teve um filho com essa amante, que é esse espírito obsessor. Aconteceu do marido dessa mulher adoecer e morrer e então ela descobriu que ele tinha essa amante e que tinha um filho com ela, sendo que como ela não tinha filhos a amante estava cogitando pleitear a herança do falecido para o filho. A esposa traída ficou com muito ódio, se sentiu humilhada e envergonhada pois todos na região onde ela morava ficaram sabendo que ela estava sendo traída e que a amante deu ao marido o filho que ela não conseguiu dar. A esposa traída então projetou todo seu ódio na criança, que era a materialização da humilhação e vergonha que ela estava passando, e sequestrou o menino. Ela prendeu o menino dentro de uma jaula de bambu numa floresta de bambu, distante o suficiente de onde ele morava para que ninguém o encontrasse. Evidente que desconfiaram que ela poderia ter algum envolvimento no desaparecimento do menino, mas sem provas ninguém se atreveu a confrontá-la. O menino sentiu um pavor muito grande pois ficava preso sozinho no meio dessa floresta dentro de uma jaula e a única pessoa que aparecia era a esposa traída e quando a via ele sentia tanto pavor que se tremia todo. O motivo é que cada vez que a mulher aparecia para visitá-lo ela cortava um pedaço dele. Ela começou com os dedos do menino pois sem dedos ficava difícil ele tentar escapar da jaula e após cortar os dedos do menino ela os comeu. Depois começou a cortar pedaços das pernas e braços do menino, com ele vivo ainda, e comer. Esse tormento durou vários dias até que os cortes infeccionaram e a mulher o abandonou dentro da jaula para morrer, o que ocorreu cerca de dois meses após ele ser preso na jaula. Esse espírito estava grudado na mulher desde que ela nasceu e junto dele também o espírito da mãe dele naquela vida, que sofreu muito com o desaparecimento do filho e cometeu suicídio. Após sua morte a amante foi atrás da esposa traída e encontrou o filho já morto no astral grudado nela e ficou junto com ele. Depois dessa vida essa mulher que atendemos já teve várias encarnações e sempre carregando os espíritos desse menino e sua mãe, sempre se automutilando de uma forma ou de outra. O espírito do menino ainda estava no astral do mesmo jeito que ele morreu naquela vida, sem os dedos das mãos, com partes das pernas e braços faltando e com feridas horríveis pelo corpo. Nós reconstituímos os membros faltantes do menino e o encaminhamos junto com sua mãe para um hospital no astral com a memória apagada para não sofrer mais. Lembrei-me da pergunta 459 do Livro dos Espíritos de Allan Kardec, que trata da Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos: "459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

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