Aqui foi morto um inocente - O mistério do túmulo de Edgar Tesche
- Gelson Celistre

- há 42 minutos
- 3 min de leitura
Entre as lendas urbanas mais sombrias da Serra Gaúcha, está a história do pequeno Edgar Tesche, um bebê de menos de um ano que teria sido assassinado por sua babá nos anos 1910, na cidade de Farroupilha, e enterrado onde atualmente se localiza o Parque dos Pinheiros. Segundo a tradição oral, a própria babá teria enterrado a criança no local, onde posteriormente foi construído um pequeno túmulo com a inscrição “Aqui neste local foi morto um inocente”.

Nas décadas de 1960 e 1970 o pequeno túmulo chegou a receber pessoas que iam rezar pela alma do menino e com o passar dos anos surgiram histórias de assombrações e da presença do espírito de Edgar entre as árvores do parque, algumas pessoas afirmam ter ouvido choro de bebê no parque. Não há registros históricos capazes de confirmar os detalhes do crime, fazendo com que tragédia, memória e lenda tenham se misturado no imaginário popular de Farroupilha.
Uma cliente nossa viu um reels no Instagram sobre essa lenda urbana e nos solicitou um resgate solidário, para que caso fosse verdadeira a lenda, nós efetuássemos o resgate do bebê assassinado. O que descobrimos é que a lenda é verdadeira, um bebê realmente foi morto pela sua babá, mas dadas as circunstâncias podemos dizer que a babá também foi uma vítima.
O casal pai de bebê veio da Alemanha para o Brasil e a irmã da mãe do bebê veio junto, a moça era tia do bebê, era a irmã mais nova da mãe do bebê e era uma espécie de faz tudo na cada, tinha que ajudar nas tarefas da casa e ainda ser a babá do bebê, o que não era algo incomum para aquela situação e a época, porém, a irmã exigia muito dela em termos dos cuidados desse bebê e a moça estava sempre muito nervosa.
Além disso o cunhado da moça a seduziu, dizia que a amava e que não podia se separar da esposa por causa do bebê. A moça se apaixonou pelo cunhado e criava fantasias em sua mente de que estava se casando com ele, pois acreditava que ele a amava, mas que estava preso a esposa por conta do filho pequeno. O bebê passou então, na mente estressada da moça, a ser o único empecilho para a felicidade dela e num dia, num surto psicótico, diante da exaustão e de uma situação que não mudava, ela bateu no bebê até matá-lo.
A morte do bebê não ocorreu no mato e ela não enterrou a criança, pois quando os pais encontraram ela e o bebê morto o cunhado, que jurava amá-la, a matou com um tiro no peito e enterrou seu corpo na floresta, próximo de onde enterrou o bebê, sem lápide, apenas um buraco na terra para que não houvesse vestígios de sua localização. A luxúria de um homem vitimou duas pessoas, seu próprio filho ainda bebê e sua cunhada.
O espírito da moça, a babá, ainda estava preso nessa situação, estagnado no astral, não conseguiu assimilar que seu amado a matou, não percebeu que está morta, lembra apenas que matou o bebê e que agora eles poderão se casar e ser felizes. Ela fica apenas imaginando como seria, como se fosse algo prestes a acontecer, ignorando que já se passaram mais de 100 anos da sua morte.
Nós resgatamos o espírito da moça e a encaminhamos para um hospital no astral. Quanto ao bebê que ela matou ele já não está mais ali, seguiu seu caminho e já reencarnou, seus pais, porém, também ficaram presos no local onde moravam, a casa existe apenas na dimensão astral, mas os dois estavam lá, foram obliviados e encaminhados para reencarnação.
O fato de existir essa lenda do bebê assassinado acabou atraindo vários espíritos de crianças que morreram por maus tratos naquela região da Serra Gaúcha, desde bebês até crianças com cerca de cinco anos de idade, que se aglomeravam ao redor do pequeno túmulo que existe no Parque dos Pinheiros, como se ali eles recebessem um consolo e reconhecimento do sofrimento que passaram. Quando fizemos o resgate havia cerca de 150 espíritos de crianças ao redor do túmulo, mas já chegou a ter mais de 200.
Esses espíritos de crianças que estavam ao redor do túmulo, talvez eles fossem a origem dos choros que algumas pessoas ouvem no local, também foram resgatados e encaminhados para uma nova reencarnação. O resgate do bebê Edgar Tesche se transformou no resgate de seus pais, da moça que o matou e de uma centena e meia de crianças que morreram em tenra idade por maus tratos.



Comentários