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A relíquia atlante

  • Foto do escritor: Gelson Celistre
    Gelson Celistre
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Existiu aqui na Terra um continente que foi tragado pelo oceano em mais de uma catástrofe de grandes proporções. Primeiramente o continente foi dividido em dois, ficando duas grandes ilhas, e posteriormente uma dessas tbm afundou, ficando apenas uma, citada nos diálogos de Platão (428/348 AC) como tendo afundado cerca de 9.000 anos antes, e que ele chamou de Atlântida. Na mitologia grega, em sua jornada até a Cólquida, Jasão e os Argonautas teriam aportado na ilha de Lemnos, que era habitada exclusivamente por mulheres guerreiras, as amazonas.


Eventualmente nos deparamos com situações que parecem ter originado mitos e lendas da antiguidade, pois encontramos um grupo de mulheres que viviam numa ilha da Atlântida, e que poderia ter servido de inspiração para o mito das Amazonas, não fosse o fato de não serem guerreiras.

As mulheres a quem nos referimos eram sacerdotisas e sua prioresa está muito apreensiva porque sabe que sua ilha vai desaparecer, tragada pelo mar. Há um templo na ilha e esse grupo de sacerdotisas vive em contemplação e estudos, quase sem nenhum contato com o resto do povo atlante. Há pouco tempo elas foram avisadas sobre a catástrofe que se abateria sobre elas por um mago atlante amigo, mas não podiam sair dali e esse mago foi encarregado de guardar para elas uma relíquia, um objeto sagrado que elas guardavam. O mago levou consigo a relíquia e disse que retornaria para ajudá-las a sair da ilha.

Entretanto, o destino segue seu próprio curso e antes que o mago pudesse voltar para resgatá-las o cataclismo se abateu sobre a ilha e todas as sacerdotisas pereceram. O senso de dever da prioresa e de suas sacerdotisas fez com que, mesmo após milhares de anos, ela ainda esperassem o mago atlante retornar para saber se a relíquia estava em segurança. 

Ao sintonizar com a cena a médium sentiu um clima de apreensão e angústia, como se tudo fosse ruir a qualquer momento. A prioresa flutuava ali como se fosse um fantasma, na forma de um esqueleto coberto por um manto. O mago atlante apareceu então em frente ao templo e o tempo pareceu se congelar, desaparecendo a sensação ruim. Ao se aproximar do mago a prioresa adquire a aparência que tinha naquela existência há milhares de anos. Ao mesmo tempo, também aparecem ao redor do mago as outras sacerdotisas.

A prioresa se aproxima do mago e ele diz a ela que o objeto que ela procura foi bem guardado por ele. Esse mago vivia na dimensão astral e em outro tempo. Através de um portal ele se fez presente na ilha para alertá-las, tendo retornado ao seu ambiente natural, a dimensão astral, num outro tempo, por este mesmo portal, que se fechou antes que ele pudesse retornar para ajudá-las.  A prioresa está apreensiva e diz que eles precisam sair logo dali pois alguém mais espreita a conversa deles e tbm tem interesse na relíquia. 

Um outro mago aparece então e nuvens escuras se formam sobre o templo, ressurgindo o clima angustiante. Ele diz ao mago atlante que sabia que ele viria e que já o aguardava ali. Este mago veste uma túnica preta e é muito alto, magro, e tem cabelos compridos, embora seja calvo no centro da cabeça. No centro da testa ele ostenta algum tipo de cristal, preso à cabeça por um filete dourado.

O mago das sombras desce as escadas do templo e vai em direção ao mago atlante dizendo a ele para "entregar logo, antes de ser destruído...". O mago atlante estende uma da mãos e mostra um cristal no formato de um ovo, com algum tipo de energia que se move dentro dele, e diz ao mago das sombras que se ele quiser, que venha pegar.

Seguiu-se uma breve batalha entre os magos que acabou com o mago das sombras preso. O mago atlante então devolveu à prioresa a relíquia pela qual elas esperaram tanto tempo e que finalmente voltava às suas mãos para libertá-las de uma espera milenar. 

Outros dois magos apareceram para acompanhar as sacerdotisas para outro local no astral, enquanto o mago atlante se preparava para destruir a contraparte etérica do antigo templo que se mantinha plasmada no astral pela força das sacerdotisas. De posse da relíquia, elas finalmente poderão seguir seu destino.

Publicado originalmente no blog Apometria Universalista em 13/1/2012.

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