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Negrinho do Pastoreio

  • Foto do escritor: Gelson Celistre
    Gelson Celistre
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

O Negrinho do Pastoreio é uma lenda do sul do Brasil que narra a história de um menino escravizado, maltratado por um estancieiro cruel, que o castiga brutalmente ao perder um cavalo, deixando-o amarrado sobre um formigueiro após ser chicoteado, para ser devorado vivo pelas formigas. Dado como morto, o Negrinho reaparece envolto em luz, montado no cavalo perdido e acompanhado da Virgem Maria, que o protegeu e o transformou em um ser espiritual. Desde então, ele passa a ajudar quem perdeu algo, tornando-se símbolo de justiça divina, compaixão e redenção diante da crueldade humana.


Quem não é do Rio Grande do Sul e até mesmo as gerações mais novas aqui do estado mesmo talvez não tenha ouvido falar no Negrinho do Pastoreio, mas quem é daqui e tem um pouco mais de idade deve lembrar. Algumas pessoas tinham costuma de acender uma vela ao lado de um formigueiro e pedir ao Negrinho que ajudasse a encontrar alguma coisa perdida. O primeiro registro conhecido dessa lenda é de 1857, mas ela ficou mais conhecida em 1913 quando um escritor gaúcho chamado João Simões Lopes Neto lançou o livro Lendas do Sul.

Hoje acabei lembrando dessa lenda que conhecia desde criança e resolvi verificar, pois se houvesse algum fundo de verdade nela, o que pela narrativa é bastante plausível, talvez o menino da lenda precisasse ser resgatado. Inicialmente vimos que a esposa do estancieiro era muito religiosa e ele mesmo era um grande doador da igreja. Ele de fato castigou muito o negrinho e o deixou para morrer no formigueiro e toda a gente da região ficou sabendo dessa crueldade.

A esposa do estancieiro ficou com medo de que o ódio das pessoas de alguma maneira influenciasse na vida deles e conversando com um padre e uma freira sobre isso, eles inventaram essa história de que a Virgem Maria apareceu e levou o menino, transformando-o em um tipo de beato ou santo, para que o foco das pessoas se concentrasse nessa narrativa e não na crueldade do estancieiro. E durante uma missa o padre soltou essa, de que houve esse avistamento, corroborando a história.

Na igreja que a esposa do estancieiro frequentava em que o padre inventou a lenda havia uma estátua de Nossa Senhora e dentro dela vivia o espírito de uma freira papa-reza que era devota da santa quando viva e esse espírito, que se via com sendo a própria Virgem Maria, se aproximou do espírito do negrinho morto devido as orações que foram endereçadas a ele na igreja e posteriormente pelas pessoas que perdiam algo e rezavam para o menino.

Resultado, até hoje, uns 250 anos após sua morte, o espírito do menino ainda estava preso a essa situação, mas não como as pessoas imaginam, feliz por ter sido curado pela Virgem e cavalgando pelos campos, estava ainda em estado de choque, sofrendo e ainda se sentindo culpado por ter perdido o tal cavalo, era uma criança de uns nove anos de idade e nem entendia que estava morto. Nós o resgatamos e o enviamos para um hospital no astral. A papa-reza que se sentia a Virgem Maria foi obliviada e encaminhada para reencarnação.

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2 comentários


Christiana Dose
Christiana Dose
há 7 dias

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Jarbas
Jarbas
há 7 dias

Essa lenda é bem conhecida no interior do Paraná. Minha mãe também acendia vela para o Negrinho do pastoreio. Incrível a história que inventaram para "proteger" o contribuinte da igreja...

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