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Vender a alma

  • Foto do escritor: Gelson Celistre
    Gelson Celistre
  • 24 de jun.
  • 3 min de leitura

A ideia de "vender a alma ao diabo" faz parte do imaginário popular há muitos séculos, mas não surgiu como um conceito presente nos primeiros textos do cristianismo. Sua origem começou a tomar forma na Europa medieval, entre os séculos XII e XV, quando histórias sobre feiticeiros, alquimistas e pessoas que teriam firmado pactos com forças demoníacas passaram a circular amplamente. Essas narrativas ganharam ainda mais força durante o Renascimento com a famosa lenda de Fausto, um estudioso que teria trocado sua alma por conhecimento, poder e prazeres terrenos. Desde então, a expressão tornou-se uma metáfora para pessoas dispostas a abrir mão de seus princípios mais elevados em troca de riqueza, fama ou influência.


Sob uma perspectiva espiritualista, porém, a ideia de alguém vender literalmente a própria alma não encontra fundamento. A alma é a essência imortal do ser e não pode ser transferida como um objeto de negociação. O que pode ocorrer é que uma pessoa, movida pela ambição, pelo orgulho ou pela sede de poder, estabeleça vínculos energéticos e psicológicos com seres das trevas, tornando-se cada vez mais influenciada e sendo escravizada por esses seres. Nesses casos, não há uma venda da alma, mas sim uma escolha consciente ou inconsciente de valores e atitudes que afastam o indivíduo de sua evolução espiritual. Quem "vende a alma" por interesses materiais e egoístas imediatistas, para ter riqueza e poder em uma vida, não têm consciência da dimensão do que isso significa e não tem ideia de como vai pagar com a própria alma.

Apesar do conceito de vender a alma ao diabo ser relativamente recente e ter uma conotação relacionada ao cristianismo, a ideia de fazer pactos com seres míticos ou deuses é muito mais antiga. Hoje atendemos uma mulher que está com depressão, ansiedade, crises de choro e pânico e pensamentos suicidas que já chegou a ser hospitalizada por conta disso. Ao analisar a situação descobrimos que ela vendeu a alma para um deus que cultuava há cerca de 10.000 anos e essa entidade estava cobrando seu retorno ao mundo espiritual. Essa entidade era cultuada como um deus na época e essa mulher fez um pacto onde vendeu sua alma em troca de uma vida de luxo e riqueza, que a entidade realmente concedeu a ela. Porém, a entidade cobrou seu pagamento e após a morte a mulher ficou escravizada a esse ser.

A aparência desse ser era a de algum deus pagão antigo, demoníaco, semelhante a um homem musculoso, todo vermelho, rosto meio animalizado e com quatro chifres. Essa aparência claro que não era a natural dele, ele era um homem comum, mas assumiu essa forma no astral para concentrar energia e gerar medo nas pessoas. Ele vivia numa região umbralina sentado num grande trono com cerca de 600 espíritos escravizados, todos pessoas que lhe venderam a alma em alguma vida passada. Como ele é muito antigo esse número de espíritos, que já foi maior, só diminui, pois apesar de liberar alguns para reencarnar para ter energia e se manter no astral, como fez com a nossa cliente, ao longo do tempo tem espíritos que ele não consegue pegar de volta e como não é mais cultuado não entram novos pactos, ele ficou meio focado nos escravos que já tinha e não se adaptou bem aos novos tempos.

Nossa cliente ele estava induzindo ao suicídio pois é como se fosse um ritual em que a pessoa se entrega para ele, que induz pensamentos e sentimentos depressivos para baixar a vibração da pessoa e facilitar que ela a pegue quando ela morrer. É relevante o fato de que o pai dessa mulher na vida atual cometeu suicídio quando ela era criança e era um escravo desse ser demoníaco no astral, pois também vendeu a alma numa vida passada e nossa equipe espiritual nos informou que essa nossa cliente já cometeu suicídio em outras sete vidas passadas induzida por esse ser a quem vendeu a alma. Nós obliviamos o ser demoníaco e o encaminhamos para reabilitação. Os cerca de 600 espíritos que ele mantinha aprisionados foram resgatados e encaminhados para reencarnação, cortamos a ligação desse ser demoníaco com esses espíritos, ou seja, desfizemos a venda da alma, e ainda o desconectamos de outras nove pessoas que estão encarnadas e conectadas a ele como nossa cliente. Em resumo, para ter uma vida de luxo e riqueza que deve ter durado uns 50 anos, essa mulher está escravizada há 10.000 anos, e continuaria por sabe-se lá mais quanto tempo se não intervíssemos.

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