• Gelson Celistre

Ah Puch - O deus do submundo maia

(Publicado originalmente no blog Apometria Universalista em 2/5/2022)


Ah Puch (também chamado Yum Cimil, Hun Ahau ou Kisim) é o deus maia da morte, o soberano de Metnal, nono nível do submundo chamado Xibalba, e que é dito ser o pior dos infernos. Geralmente descrito como um esqueleto ou cadáver adornado com sinos, às vezes com a cabeça de uma coruja ou jaguar. Em outras representações, Ah Puch é mostrado com o abdômen exposto e inchado, marcado por sangrentas feridas podres, e a pele coberta de manchas escuras, indicando um estado de decomposição. Um elemento característico do traje do deus é um colar composto de cachos de "olhos de morte", literalmente uma grinalda de extrusão de olhos que às vezes aparecem como cabelos na cabeça do deus, ou algemas nos pulsos da divindade e tornozelos. (Mitologia)

A maioria das pessoas aqui no Brasil que acredita em reencarnação tem um vago conhecimento do assunto através do espiritismo ou de romances espíritas onde geralmente a pessoa depois de morta passa um tempo no umbral até se arrepender de seus pecados, orar e ser regatada por algum grupo de espíritos socorristas, que então a levam para alguma colônia espiritual. Como vimos alertando há muito tempo, essa situação não é a que ocorre com a grande maioria das pessoas depois de mortas. E hoje nos deparamos com o caso de um espírito que estava preso há mais de 2.000 anos sem poder reencarnar.

Atendemos uma criança a pedido da mãe, que relatou ter "... um filho de 1 ano e 5 meses que não dorme bem. Acorda diversas vezes a noite, difícil de acalmar, muitas vezes acaba acalmando com leite. Desde que nasceu, raras vezes dormiu por 3 horas seguidas e chegar a 4 horas de sono contínuas só quando estava doente. Em média, acorda entre 4 e 7 vezes em noites normais, em noites mais agitadas, acorda mais vezes." Ela relatou ainda que ele sempre acorda chorando. Um fator importante na questão é que a mãe da criança não podia engravidar e procurou tratamentos alternativos, entre eles foi em uma casa de Umbanda, mas acabou fazendo um tratamento de reprodução humana assistida, fertilização, no qual um embrião que ficou congelado por três meses foi transferido para o útero e ela engravidou.

Ao sintonizarmos com o menino vimos que ele ao dormir era puxado para um local muito denso no astral, um local com centenas de almas em sofrimento, e ele se assustava com os gritos de horror desses espíritos. O menino estava sendo puxado para este local, um poço profundo na dimensão astral, porque ele estava preso lá até ser conectado ao embrião da mãe, o que só aconteceu porque os espíritos que trabalham na casa de Umbanda que a mãe do menino foi o sequestraram desse local e o colocaram perto dela para que ocorresse a fertilização do óvulo.

Porém, o espírito que mantinha o menino aprisionado estava com muita raiva pôr o terem tirado de seus domínios e exercia uma forte atração magnética sobre ele, apesar de não sair do buraco onde se encontrava por ser um espírito muito denso. Esse espírito era o deus Ah Puch, o deus maia da morte, um ser que está há mais de 4.000 anos sem reencarnar. Esse deus foi um sacerdote, um curandeiro, numa civilização pré-maia e após sua morte passou a ser cultuado, tendo com o tempo adquirido o status de deus.

Os pais desse menino numa vida passada muito antiga na civilização Maia já foram um casal que teve dois filhos que morreram ainda crianças de alguma doença e que eles ofertaram ao deus Ah Puch, para que outros filhos que tivessem sobrevivessem, o que acabou acontecendo pois eles tiveram mais cinco filhos, que também foram ofertados ao deus Ah Puch que ficou como se fosse um padrinho deles. Os cinco cresceram e tiveram uma vida normal, mas após sua morte foram para o mesmo lugar que os outros dois, o nono nível do Xibalba, o inferno dos Maias.

Ah Puch não é como muitas entidades semelhantes com as quais já nos deparamos, que mantém os espíritos presos e quando reencarnam ele as vampiriza, ele não fazia isso, pois ele se alimentava desses espíritos literalmente, ou seja, ele comia os corpos (astrais) dos espíritos que lhe foram ofertados, por isso ele não tinha uma energia muito grande, pois já tem muitos séculos que ele não é cultuado e consequentemente não recebe mais oferendas.

Entretanto, ainda havia cerca de mil espíritos de pessoas como esse menino que atendemos que foram oferecidas a ele e que estavam na fila para serem devoradas. Nesse buraco astralino onde ele vivia, porém, resgatamos mais de 200.000 ovóides, que são o que sobrou de espíritos que ele já devorou o corpo astral ao longo desses mais de quatro mil anos. O menino foi libertado da conexão que tinha com Ah Puch, que mantinha aquela frequência do menino ativa e era essa a conexão entre o menino e o local onde esse antigo deus mais vivia no astral. Nós fechamos a frequência, resgatamos os mais de mil que ainda estavam lá e os ovóides. A mente de Ah Puch foi apagada.

Quanto ao deus Ah Puch, ele nesse processo de canibalização absorveu partes da essência dos espíritos que ele devorou e essa energia precisa ser devolvida para os espíritos ovoidizados pois vai facilitar a recuperação deles, então vai levar um tempo até que nossa equipe no astral consiga separar e retirar essas energias dele e devolver aos espíritos. Depois disso provavelmente ele vai ser reintroduzido no ciclo reencarnatório aqui na Terra mesmo, de onde ele é oriundo, e não vai ser exilado.

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